Pacotes de hospedagem: montar os planos que você vai vender
O pacote é o molde da conta: define espaço, tráfego, quantidade de contas de e-mail, bancos de dados e domínios permitidos. Monte poucos pacotes e bem separados — dois ou três resolvem quase toda revenda. Muitos planos parecidos confundem o cliente na hora de escolher e complicam a sua vida na hora de reajustar.
O que definir em cada pacote
- Espaço em disco — some site, e-mail e banco. Caixa de e-mail costuma crescer mais que o site.
- Tráfego mensal — o volume de dados servido.
- Contas de e-mail e bancos de dados — os números que mais diferenciam um plano básico de um profissional.
- Domínios adicionais e subdomínios — define se o cliente pode hospedar mais de um site na mesma conta.
Como dimensionar sem chutar
Olhe o que os seus sites atuais consomem de verdade. Site institucional com boas imagens raramente passa de poucos gigabytes; loja com catálogo grande sobe rápido. Definir espaço muito acima do necessário não custa nada em teoria, mas costuma esconder do cliente que ele acumulou anos de arquivo inútil — e um dia a sua revenda inteira paga por isso.
Separe os planos por algo perceptível
Plano que difere do anterior só por mais disco não convence ninguém a subir. Diferenças que o cliente entende: quantos sites cabem, se há certificado em todos os domínios, se existe cópia de segurança com restauração pelo painel, quantas contas de e-mail. Escolha dois ou três desses eixos e mantenha-os.
Mudar o pacote depois
Alterar um pacote afeta todas as contas que o usam, o que é ótimo para aumentar limite e perigoso para reduzir: conta que passa a exceder o novo teto começa a falhar em gravação. Para reduzir, crie um pacote novo e mova apenas as contas que couberem, avisando as demais com antecedência.
Um pacote só para você
Vale manter um pacote interno, mais folgado, para os seus próprios sites e para ambientes de teste. Assim você não mistura o que é seu com o que é do cliente, e não precisa lembrar de tratar aquela conta como exceção.