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Servidor e desempenho

Acesso por linha de comando: SSH no Linux e área de trabalho remota no Windows

No Linux o acesso é por SSH, um terminal de texto que atende na porta 22 e aceita senha ou chave. No Windows o acesso é por área de trabalho remota, na porta 3389, e abre a interface gráfica do servidor. Em planos compartilhados esse acesso nem sempre está liberado e, quando está, vem com um conjunto reduzido de comandos.

SSH: o que você precisa ter em mãos

Endereço do servidor, usuário, senha ou chave e a porta. Windows 10 em diante, macOS e Linux já trazem um cliente pronto no próprio terminal, então não é preciso instalar nada. Na primeira conexão o programa mostra a impressão digital do servidor e pede confirmação: guarde-a, porque um aviso de mudança de impressão digital em conexões futuras merece verificação antes de continuar.

Chave em vez de senha

A autenticação por chave é mais segura e mais prática. Você gera um par de arquivos, mantém a parte privada na sua máquina e cadastra a parte pública no servidor. A parte privada nunca deve ser enviada a ninguém, nem colada em chamado. Proteja-a com uma frase-senha: se o notebook for perdido, o arquivo sozinho não abre o servidor.

Transferir arquivos pelo mesmo canal

O SSH também transporta arquivos. No seu programa de FTP, escolher o modo SFTP e usar a porta 22 com as mesmas credenciais já criptografa a transferência. É a opção correta sempre que estiver disponível — o FTP simples envia usuário, senha e conteúdo sem proteção.

Área de trabalho remota no Windows

Nos servidores Windows, o acesso administrativo é gráfico: você abre o cliente de conexão remota, informa o endereço e entra em uma sessão igual à de um computador comum. Duas recomendações valem sempre: não usar o usuário administrador padrão para o dia a dia e restringir a origem das conexões quando houver essa opção, porque essa porta é varrida por robôs o tempo todo.

Quando o acesso não está disponível

Em hospedagem compartilhada, liberar terminal para todas as contas ampliaria demais o alcance de uma conta invadida, e por isso muitos planos não oferecem esse recurso. Quase tudo, porém, tem equivalente no painel: enviar arquivos pelo gerenciador de arquivos, descompactar pacotes, importar e exportar banco de dados, criar tarefas agendadas e ler logs. Se o que você precisa fazer não tiver equivalente, descreva a tarefa em um chamado — costuma existir um caminho liberado para ela.

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