Hospedagem Linux ou Windows: decidir pelo que o site usa
A escolha é definida pela tecnologia do site, não por preferência pessoal. Projetos em PHP com MySQL — WordPress, Magento, Laravel, Joomla — rodam em Linux. Projetos feitos em ASP.NET clássico, com banco SQL Server ou componentes próprios do Windows, precisam de hospedagem Windows. Se você não sabe em que o site foi feito, pergunte a quem desenvolveu antes de contratar.
O que decide de verdade
Não é o sistema do seu computador. Você pode desenvolver no Windows e publicar em Linux — é o que a maior parte do mercado faz. O que decide é a linguagem em que a aplicação foi escrita e o banco de dados que ela espera encontrar.
O que roda em cada um
- Linux: PHP, Python, Node.js, Ruby, bancos MySQL, MariaDB e PostgreSQL. É o ambiente padrão de praticamente todo sistema pronto de mercado.
- Windows: ASP.NET clássico, banco SQL Server, bibliotecas registradas no sistema e integrações que dependem de programas do Windows.
Vale um aviso sobre confusão frequente: as versões modernas do .NET também rodam em Linux. Quando o projeto foi migrado para essas versões, a hospedagem Windows deixa de ser obrigatória — o que amarra são as versões antigas.
Diferenças que aparecem no dia a dia
Três detalhes causam a maior parte dos problemas de quem troca de ambiente:
- Maiúsculas e minúsculas. No Linux,
Logo.PNGelogo.pngsão arquivos diferentes; no Windows, são o mesmo. Site que funcionava e passou a exibir imagem quebrada depois da mudança quase sempre tem esse problema. - Arquivo de regras. Linux usa
.htaccess; Windows usaweb.config. Redirecionamentos e URLs amigáveis precisam ser reescritos ao mudar de lado. - Barra de caminho. Código que monta caminho de pasta com barra invertida fixa quebra no Linux.
Antes de contratar
Pergunte três coisas a quem cuida do site: em qual linguagem ele foi escrito, qual banco de dados ele usa e se existe alguma integração que dependa de um programa instalado no servidor. As três respostas juntas apontam o ambiente correto sem margem para dúvida — e evitam a migração de emergência dias depois da contratação.