Cloudflare no seu domínio: o que muda no site, no e-mail e no SSL
Ao colocar o Cloudflare na frente do domínio, o tráfego do site passa a chegar por ele, o que traz cache e proteção — mas o e-mail continua indo direto para a hospedagem. O erro clássico é ativar a nuvem laranja nos registros de e-mail, o que quebra o envio e o recebimento.
Nuvem laranja e nuvem cinza
No painel do Cloudflare, cada registro tem um ícone de nuvem. Laranja significa que o Cloudflare intermedia o tráfego e esconde o IP real. Cinza significa que ele apenas responde a consulta de DNS e sai da frente.
A regra prática: laranja para o que é site, cinza para o que é e-mail. O Cloudflare só intermedia tráfego web (portas 80 e 443). Um registro de e-mail em laranja passa a apontar para um servidor que não fala IMAP nem SMTP, e o cliente de e-mail simplesmente para de conectar.
O que precisa ficar em cinza
- O registro usado pelo cliente de e-mail — normalmente
mail. - Qualquer registro citado no seu MX. O MX em si não tem nuvem, mas o nome para o qual ele aponta tem.
- Registros de validação de serviços que precisam ver o IP real.
SSL: o modo que evita o laço infinito
No Cloudflare, o modo de SSL define como ele conversa com a sua hospedagem. Em Flexible, ele fala HTTP com o servidor mesmo servindo HTTPS ao visitante — e se o servidor redireciona HTTP para HTTPS, nasce um laço de redirecionamento que derruba o site. Com um certificado válido instalado na hospedagem, use Full (strict).
Emissão de certificado com o Cloudflare ativo
A validação automática de certificado precisa alcançar o seu servidor. Se a emissão falhar, coloque o registro do site em cinza, emita o certificado e volte para laranja depois.
Antes de culpar a hospedagem
Com o Cloudflare no caminho, os registros do servidor passam a mostrar o IP dele, e não o do visitante. Um bloqueio que parece vir da hospedagem pode ter origem numa regra do Cloudflare. Ao abrir chamado, avise que o domínio usa Cloudflare — economiza uma rodada inteira de diagnóstico.